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O Milagre dos Tomates: A História da Nossa 20ª Festa Italiana

Foto do escritor: Santa Creazione
Santa Creazione
6 de ago.
2 min de leitura

Hoje, quando as luzes da nossa Sede de Campo se acendem, as toalhas xadrezes cobrem as mesas e o inconfundível aroma de manjericão e alho dourado toma conta do ar, é difícil imaginar que uma das tradições mais amadas do nosso clube começou de forma tão singela.



Hoje celebramos com orgulho a 20ª Edição da Festa Italiana, mas para entender a grandiosidade desta noite, precisamos voltar no tempo, há mais de duas décadas.


​Estávamos na gestão de 2003/2004. O clube, sob a presidência do Sr. Alberto e com o apoio incansável da primeira-dama Cida, buscava novas formas de movimentar a Sede de Campo.


Queríamos algo que unisse os associados, que trouxesse calor humano e alegria.


​Foi então que o destino — disfarçado de feira — interveio.

​Numa tarde qualquer, Cida apareceu no clube carregando uma daquelas tradicionais caixas de madeira rústica, transbordando de tomates maduros, vermelhos e viçosos. Ela olhava para aquela abundância e pensava no que poderia ser feito para aproveitar os frutos. Foi nesse momento que eu, Giusto, vendo aquela cena, não consegui conter minhas raízes e joguei a ideia no ar:

​"— Que tal fazermos um verdadeiro molho de tomate italiano? Ou melhor, um legítimo molho napolitano!"


​A ideia, que era apenas um comentário, acendeu uma faísca. O Sr. Alberto e a Cida se entreolharam e, ali mesmo, o desafio foi lançado. A incumbência caiu no meu colo: eu seria o responsável por organizar um jantar para os associados. O evento ganhou o modesto nome de "Noite Italiana".


​Como alguém que sempre teve o coração (e o estômago) na culinária da velha bota, me dediquei a preparar uma experiência completa.


Não seria apenas macarrão com molho. A primeira Noite Italiana teve uma macarronada fumegante regada àquele molho napolitano nascido da caixa de tomates da Cida. Incrementamos o cardápio com um antepasto caprichado, uma farta mesa de frios e queijos diversos. E, como dita a regra de qualquer boa mesa italiana, não podia faltar a alma da festa: "il vino". As taças se ergueram, os sorrisos se abriram e, naquela noite, a mágica aconteceu.


​O sucesso foi tão estrondoso que a modesta "Noite" precisou crescer. Ela evoluiu, ganhou corpo, música e tradição, transformando-se na grandiosa Festa Italiana que conhecemos hoje.

​

Ao longo desses 22 anos de história desde aquela primeira panela de molho, vivemos momentos inesquecíveis. Tivemos que fazer uma pausa dolorosa, porém necessária, durante os tempos difíceis da pandemia, mas a vontade de estarmos juntos ao redor da mesa falou mais alto e nos trouxe de volta.


​Chegar à 20ª Edição é um marco que nos enche de emoção. Aquela ideia "jogada no ar" virou um patrimônio do nosso clube.

​Meu maior desejo, como um dos pioneiros dessa história, é olhar para o salão e ver não apenas os velhos amigos que começaram tudo isso, mas principalmente os rostos jovens. Espero que as novas gerações assumam as panelas, as taças e a organização, garantindo que a alegria e a união da nossa Festa Italiana continuem vivas por muitas e muitas décadas.


​Que venham os próximos 20 anos! Salute e buon appetito!

​Por: Giusto, Cristina e família Di Marzo

 
 
 

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