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O Milagre dos Tomates: A História da Nossa 20ª Festa Italiana

  • Foto do escritor: Santa Creazione
    Santa Creazione
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Hoje, quando as luzes da nossa Sede de Campo se acendem, as toalhas xadrezes cobrem as mesas e o inconfundível aroma de manjericão e alho dourado toma conta do ar, é difícil imaginar que uma das tradições mais amadas do nosso clube começou de forma tão singela.



Hoje celebramos com orgulho a 20ª Edição da Festa Italiana, mas para entender a grandiosidade desta noite, precisamos voltar no tempo, há mais de duas décadas.


​Estávamos na gestão de 2003/2004. O clube, sob a presidência do Sr. Alberto e com o apoio incansável da primeira-dama Cida, buscava novas formas de movimentar a Sede de Campo.


Queríamos algo que unisse os associados, que trouxesse calor humano e alegria.


​Foi então que o destino — disfarçado de feira — interveio.

​Numa tarde qualquer, Cida apareceu no clube carregando uma daquelas tradicionais caixas de madeira rústica, transbordando de tomates maduros, vermelhos e viçosos. Ela olhava para aquela abundância e pensava no que poderia ser feito para aproveitar os frutos. Foi nesse momento que eu, Giusto, vendo aquela cena, não consegui conter minhas raízes e joguei a ideia no ar:

​"— Que tal fazermos um verdadeiro molho de tomate italiano? Ou melhor, um legítimo molho napolitano!"


​A ideia, que era apenas um comentário, acendeu uma faísca. O Sr. Alberto e a Cida se entreolharam e, ali mesmo, o desafio foi lançado. A incumbência caiu no meu colo: eu seria o responsável por organizar um jantar para os associados. O evento ganhou o modesto nome de "Noite Italiana".


​Como alguém que sempre teve o coração (e o estômago) na culinária da velha bota, me dediquei a preparar uma experiência completa.


Não seria apenas macarrão com molho. A primeira Noite Italiana teve uma macarronada fumegante regada àquele molho napolitano nascido da caixa de tomates da Cida. Incrementamos o cardápio com um antepasto caprichado, uma farta mesa de frios e queijos diversos. E, como dita a regra de qualquer boa mesa italiana, não podia faltar a alma da festa: "il vino". As taças se ergueram, os sorrisos se abriram e, naquela noite, a mágica aconteceu.


​O sucesso foi tão estrondoso que a modesta "Noite" precisou crescer. Ela evoluiu, ganhou corpo, música e tradição, transformando-se na grandiosa Festa Italiana que conhecemos hoje.

Ao longo desses 22 anos de história desde aquela primeira panela de molho, vivemos momentos inesquecíveis. Tivemos que fazer uma pausa dolorosa, porém necessária, durante os tempos difíceis da pandemia, mas a vontade de estarmos juntos ao redor da mesa falou mais alto e nos trouxe de volta.


​Chegar à 20ª Edição é um marco que nos enche de emoção. Aquela ideia "jogada no ar" virou um patrimônio do nosso clube.

​Meu maior desejo, como um dos pioneiros dessa história, é olhar para o salão e ver não apenas os velhos amigos que começaram tudo isso, mas principalmente os rostos jovens. Espero que as novas gerações assumam as panelas, as taças e a organização, garantindo que a alegria e a união da nossa Festa Italiana continuem vivas por muitas e muitas décadas.


​Que venham os próximos 20 anos! Salute e buon appetito!

​Por: Giusto, Cristina e família Di Marzo

 
 
 

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